Pelos suburbios e visinhanças de Lisboa by Gabriel Pereira

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Pereira, Gabriel, 1847-1911 Pereira, Gabriel, 1847-1911
Portuguese
Hey, have you heard about this old Portuguese book that's basically a time machine? It's called 'Pelos Suburbios e Visinhanças de Lisboa' by Gabriel Pereira. Forget the dry history texts. This is a guy from the late 1800s just wandering the outskirts of Lisbon and telling you what he sees. It's not about kings or battles; it's about the forgotten corners, the little chapels, the crumbling estates, and the villages that were slowly being swallowed by the city. The 'mystery' he's uncovering is the soul of a Lisbon most people never knew existed. If you love the city or just enjoy getting lost in a vivid, personal travel diary from another century, you need to check this out.
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occasião de certas obras; e removida para Bemfica ha uns 40 annos. O achado incitou-me a continuar na indagação, e num pittoresco retiro agora mal tratado da cerca monastica fui encontrar uma estatua que parece de arte romana; é na fonte do satyro, que fr. Luis de Sousa descreve na chronica do seu convento. O celebre dominicano já conheceu a estatua e a fonte na disposição actual; lá estão ainda as cinco ardosias, duas quadradas e tres ellipticas, com o lettreiro latino, que elle tambem menciona. Póde affirmar-se que o logar está qual estava então, apenas descurado. Ora os estragos que a estatua apresenta não teem explicação facil na posição actual. O satyro nada tem da rudeza gothica, nem das imitações classicas da renascença. O rosto apesar de muito gasto ainda tem singular expressão de alegria; segurava nas mãos uma taça ou urna que depois mutilaram para collocar uma torneira. Na cabeça e nas coxas grandes madeixas ondeadas; os musculos bem estudados nos hombros e braços. Parece uma estatua romana. Junto da fonte estão avulsas algumas pedras lavradas, dois fechos de abobada com a esphera de D. Manuel e a cruz de Christo, parte de um friso e dois pelouros medianos. É um encanto aquelle sitio de S. Domingos; o terreiro com seu antigo arvoredo dispõe bem o visitante da egreja, uma pobre egreja que é um ninho de recordações portuguezas. Entrando, á esquerda, o sarcophago de «Vasco Martins da Albergaria, cavalleiro fidalgo da casa do sr. infante D. Henrique e seu camareiro mór, filho de Affonso Lopes da Albergaria, o qual passou da vida deste mundo das feridas que houve na tomada e no descerco de Ceuta aos... dias do mez de dezembro da era de Jesus Christo, de 1436 annos». É um pequeno sarcophago de tampa alta; o letreiro na facha anterior da tampa e da arca. No meio o brazão com a cruz de Aviz sanguinha, aberta e floreteada, com oito escudetes azues das quinas reaes. Aos lados do escudo uma fita em relevo onde se lê a divisa _porêm vede bem_. Á direita o tumulo de João das Regras, encimado pela estatua onde evidentemente o esculptor quiz reproduzir o aspecto do famoso jurisconsulto. Tem barrete e habito de lettrado; a gola larga segura por tres botões. Na mão direita sobre o peito segura um livro. Os cabellos um tanto ondeados cahindo sobre a fronte. Á esquerda da figura a espada com o cinturão enrolado. A espada está tratada com minucia, o punho lavrado em linhas, o extremo com sua flor; é uma espada direita, larga, curta. O cinto é lavrado tambem de flores, tendo bem definidas a fivella e a ponteira. Aquella estatua é um documento precioso de indumentaria. O tumulo tem inscripção, escudos; assenta sobre quatro leões de marmore. Não é este o unico varão illustre cujo nome se encontra no mosteiro; fr. Vicente (1401), outro amigo do mestre de Aviz, e Diogo Gonçalves Belliago (1410) teem alli as suas inscripções sepulcraes, assim como fr. Arnáo (1502). Na capella de S. Gonçalo de Amarante ha algumas estatuas em marmore de Carrara, de valor artistico. O sacrario é de madeira entalhada, de grande elegancia, principalmente no corpo superior. Bons azulejos vestem as paredes, assignados por Antonio de Oliveira Bernardes. No cruzeiro jazem muitas pessoas distinctas, principalmente da casa Fronteira e Alorna; o ultimo que alli foi repousar o célebre D. Carlos de Mascarenhas, fallecido em maio de 1861. Na escura passagem do cruzeiro para a sacristia uma campa singelissima com um nome que illumina os espiritos, fr. Luis de Sousa. E no claustro proximo, muito tranquillo...

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Published in the late 19th century, Gabriel Pereira's book is a unique blend of travelogue, local history, and personal observation. He doesn't follow a traditional plot. Instead, he picks a direction—north, south, east, west of Lisbon—and just starts walking. He documents everything: a roadside shrine, the story behind a manor's name, the layout of a quiet fishing village, the ruins of an old convent. It's a slow, meandering exploration of the places in Lisbon's orbit that were, in his time, still separate from the urban hustle.

Why You Should Read It

This book has a quiet magic. Pereira writes with a local's deep knowledge but a wanderer's curious eye. You feel like you're right beside him, hearing the history of a place from a knowledgeable friend. The real charm is in the details—the description of a market, the note about a local custom, his thoughts on how a landscape is changing. It captures a Portugal on the cusp of modernization, preserving a snapshot of a world that was vanishing even as he wrote it down. It’s less about grand themes and more about the love for a place and its layers of memory.

Final Verdict

Perfect for history lovers who prefer stories to dates, and absolute catnip for anyone obsessed with Lisbon. If you've ever wandered its streets and wondered 'what was here before?', this book is your answer. It’s also a great pick for fans of atmospheric, non-fiction that reads like a leisurely stroll. Just don't expect a fast-paced novel; the joy here is in the slow unraveling of a city's hidden map.



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Linda Martin
3 months ago

I didn’t realize how engaging this would be until the author anticipates common questions and addresses them well. I couldn't put it down until the very end.

Karen Hernandez
2 months ago

This immediately felt different because the presentation of ideas feels natural and engaging. An unexpectedly enjoyable experience.

Edward Garcia
4 months ago

At first glance, the emotional weight of the story is balanced perfectly with moments of levity. Absolutely essential reading.

Mason Rivera
2 months ago

I usually don’t leave feedback, but the logical flow of arguments makes it an essential resource for research. Well worth recommending.

Mason Green
1 week ago

I came across this while researching and the insights offered are both practical and thought-provoking. This has earned a permanent place in my collection.

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4 out of 5 (5 User reviews )

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